EUA denuncia detenção arbitrária de americano na China
O governo dos Estados Unidos denunciou, nesta quinta-feira (20), a detenção arbitrária de um de seus cidadãos na China, acusado de espionagem, e exigiu sua libertação, assim como a de outro americano, a um mês da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.
O secretário de Estado, Marco Rubio, "determinou que o cidadão americano Min Zin foi detido arbitrariamente", declarou em um comunicado o subsecretário de Estado, Dylan Johnson.
"Há agora dois cidadãos americanos detidos injustamente na China: o senhor Zin e o doutor Youlin Chen", acrescentou o texto.
Min Zin é analista no centro de pesquisa especializado em Mianmar ISP-M. Ele foi detido em 3 de junho na província de Yunnan (sudoeste), onde deveria participar de uma conferência a convite do governo chinês, segundo o Departamento de Estado.
O especialista é um dos fundadores do ISP-M, que investiga a dinâmica política, de recursos e de conflito de Mianmar, país mergulhado em uma guerra civil após o golpe militar de 2021, que derrubou o governo democraticamente eleito de Aung San Suu Kyi.
Algumas publicações do ISP-M detalham a influência da China nas zonas fronteiriças de Mianmar, onde Pequim é acusada de apoiar tanto facções rebeldes quanto o exército, de acordo com seus interesses.
O outro cidadão americano detido, também acusado de supostas atividades de espionagem, é um sismólogo que está há quase dois anos sob custódia na China.
Até o momento, Youlin Chen era o único cidadão americano reconhecido oficialmente por seu governo como "detido arbitrariamente" na China.
Esta classificação, que supõe uma prisão fora do âmbito legal, força, segundo a legislação americana, a mobilização de recursos adicionais no Estado federal e a imposição de sanções, com o objetivo de obter a libertação dos cidadãos afetados.
O governo do presidente Donald Trump tem enviado sinais contraditórios em relação à sua política com a China, enquanto as duas superpotências econômicas estão imersas em uma tensa guerra comercial, embora o próprio mandatário americano se gabe de seus estreitos laços com Xi.
Trump se reuniu com o presidente chinês em Pequim em maio, e receberá o líder comunista na Casa Branca.
H.Zampino--INP