Jogador do Cienciano denuncia "mala preta" de dirigente do City Torque na Sul-Americana
O volante uruguaio Santiago Arias, do Cienciano, denunciou que um dirigente do Montevideo City Torque teria oferecido dinheiro aos jogadores do clube peruano para que fossem expulsos no jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana.
A oferta teria ocorrido durante a partida disputada na última quinta-feira, na capital uruguaia, na qual o Montevideo City Torque venceu por 3 a 0 (3 a 2 no placar agregado) e se classificou pela primeira vez para a semifinal do torneio continental.
Arias falou sobre a suposta proposta irregular ao retornar ao Peru na sexta-feira, em meio a publicações do City Torque nas redes sociais com provocações ao Cienciano.
Em uma das mensagens publicadas na rede X, o clube de Montevidéu sugeriu que a equipe de peruana só abriu vantagem no confronto por jogar na altitude de Cusco (3.400 metros acima do nível do mar).
"Faltou dizer que o presidente anda oferecendo dinheiro para que nossos jogadores sejam expulsos", disse Arias ao canal Inka Digital TV.
O meio-campista de 31 anos considerou "muito grave" o ocorrido e afirmou que o elenco do Cienciano, clube campeão da Sul-Americana em 2003, rejeitou "categoricamente" a suposta oferta.
Arias afirmou que a proposta partiu do "presidente" do City Torque, embora o clube não tenha esse cargo em seu organograma. No entanto, considerou que a classificação dos uruguaios foi justa.
"Que eles reflitam lá, que estão tentando nos provocar, porque nós, antes de dinheiro, preferimos o prestígio, defendemos o clube, que é quem nos paga pelo que fazemos, e não por nos vendermos. Então, que continuem com as provocações, que eu posso dizer o valor que nos ofereceram para forçarmos uma expulsão", alertou.
Nem o Cienciano nem o Montevideo City Torque responderam a um pedido de comentários da AFP.
A equipe uruguaia pertence ao City Group, proprietário também do Manchester City, e vai enfrentar o Atlético-MG na semifinal da Sul-Americana, em outubro.
E.Accardi--INP