Mancini sonha em dar à Itália 'um grande troféu, ou até mesmo dois'
"Espero conquistar um grande troféu, ou até mesmo dois", declarou o novo técnico da Itália, Roberto Mancini, em Roma, nesta quarta-feira (29), durante sua primeira coletiva de imprensa desde que retornou ao comando da seleção do país.
"Meu objetivo é fazer a equipe voltar a vencer imediatamente", prometeu o treinador que comandou a 'Azzurra' anteriormente entre 2018 e 2023, um período marcado por um título continental (a Euro em 2021), um fracasso retumbante (a não classificação para a Copa do Mundo de 2022) e um pedido de demissão repentino e inesperado para aceitar uma oferta lucrativa para treinar a Arábia Saudita.
Deixar a 'Nazionale' daquela maneira, em meados de 2023, foi "um pouco como perder a mulher da sua vida", admitiu Mancini, que considera a decisão "um erro".
O ex-técnico do Manchester City e da Inter de Milão assinou um contrato de quatro anos e afirmou que seu objetivo é tornar "a equipe tão boa que os torcedores possam se apaixonar" novamente pela seleção, após ela ter ficado de fora das últimas três Copas do Mundo (2018, 2022 e 2026).
"Então, os tifosi talvez me perdoem", acrescentou o sucessor de Gennaro Gattuso, que pediu demissão em abril após a Itália ser derrotada nos pênaltis pela Bósnia-Herzegovina na repescagem da zona europeia para o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.
"Acredito que há jovens jogadores talentosos na Itália. Acho que precisamos confiar neles e deixá-los jogar", disse Mancini, de 61 anos, que planeja um time "com espírito ofensivo".
A nova era da Itália sob o comando de Mancini começará no dia 25 de setembro, em Roma, contra a Bélgica, pela Liga das Nações da Uefa, torneio no qual a equipe enfrentará, na sequência, a Turquia (28 de setembro) e a França do novo técnico Zinedine Zidane (2 de outubro).
"Serão partidas importantes. Veremos imediatamente nossos pontos fortes e os aspectos em que precisaremos melhorar", destacou.
- Voltar ao essencial -
Por sua vez, o veterano Claudio Ranieri, de 74 anos, foi nomeado novo diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC), substituindo Paolo Maldini, que havia sido nomeado em 11 de julho, mas pediu demissão após não conseguir que Andrea Pirlo fosse designado novo técnico da seleção.
"A situação é complexa", admitiu Ranieri, ressaltando que é necessário "muito trabalho" para reverter a atual situação.
Ranieri possui um currículo impressionante em grandes clubes (incluindo Inter de Milão, Juventus, Chelsea, Atlético de Madrid e Roma), mas sua façanha mais memorável continua sendo a de comandar o modesto Leicester rumo ao título da Premier League em 2016.
"Precisamos voltar a como as coisas eram: havia menos escolinhas de futebol, mas as crianças jogavam... nas ruas ou nas praças. Elas driblavam. Hoje, pouquíssimos treinadores incentivam os jovens jogadores a driblar. Tudo se baseia em passes, em jogar com um ou dois toques", lamentou.
"Temos que deixar as crianças se expressarem até os 12, 14 ou 15 anos. Só então devemos introduzir gradualmente um estilo de jogo", concluiu.
F.S.Ferrari--INP