EUA anuncia investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (11) novas investigações sobre o que consideram práticas comerciais desleais aplicadas por dezenas de países, o que abre caminho para sanções como tarifas adicionais.
O presidente Donald Trump busca substituir as tarifas anuladas pela Suprema Corte, e está iniciando investigações separadas com foco na superprodução e na importação de bens fabricados com trabalho forçado, informou o representante comercial americano, Jamieson Greer.
A investigação mira em União Europeia, China, Japão, Índia e outros países, e pode aumentar a tensão com esses parceiros comerciais, vários dos quais assinaram acordos com os Estados Unidos que, no geral, permitem limitar o nível máximo das tarifas aplicáveis a seus produtos.
As investigações serão realizadas independentemente desses acordos, afirmou Greer. A busca "vai se concentrar nas economias onde temos indícios de excesso de capacidade estrutural e de produção em vários setores industriais", acrescentou.
A segunda investigação, relacionada ao trabalho forçado, deve ter início "não antes da tarde desta quinta-feira", e vai afetar cerca de 60 parceiros, informou o representante.
Os Estados Unidos já haviam tomado uma série de medidas contra produtos chineses fabricados com trabalho forçado de uigures.
As investigações são anunciadas semanas após a Suprema Corte derrubar as tarifas globais de Trump, por considerar que ele excedeu sua autoridade ao recorrer a poderes econômicos de emergência para impô-las a praticamente todos os países. O presidente impôs rapidamente uma nova tarifa temporária, de 10%, sobre as importações.
Greer disse que é cedo para dizer como as novas sanções, decorrentes das investigações mais recentes, vão se sobrepor às tarifas setoriais.
M.Dodaro--INP