ONU e especialistas são contra proibição das redes sociais para menores na UE
Mais de 130 associações e especialistas pediram à União Europeia que regulasse as redes sociais de forma mais rigorosa, em vez de proibir o acesso de crianças e adolescentes a elas, em uma carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, à qual a AFP teve acesso terça-feira (8).
Ursula von der Leyen está prestes a anunciar, em seu grande discurso de abertura do ano político perante o Parlamento Europeu em 16 de setembro, medidas muito aguardadas para reforçar a proteção de crianças na internet, que deveriam incluir uma proibição das redes sociais para menores abaixo de determinada idade.
Em julho, ela se mostrou favorável a um acesso "progressivo e gradual" de menores às plataformas online e prometeu anúncios "depois do verão".
Mas 132 ativistas dos direitos das crianças e pelas liberdades na internet, assim como especialistas, acadêmicos e organizações que atuam na área de saúde mental, alertaram contra a implementação de uma proibição, por considerarem que isso "transferiria a responsabilidade pela segurança na internet para os pais ou para as próprias crianças", isentando as plataformas de sua própria responsabilidade.
Os signatários, entre eles as associações 5Rights, e-Enfance, Anistia Internacional e Mental Health Europe, defendem, em vez disso, "restrições etárias proporcionais e acompanhadas de sólidas medidas de segurança", o que permitiria oferecer às crianças "um ambiente online que as proteja e as fortaleça".
"Os europeus estão cansados de ver as empresas de tecnologia explorarem nossos filhos, mas esperamos de nossos dirigentes algo melhor do que uma proibição precipitada", afirmou Leanda Barrington Leach, diretora da fundação 5Rights.
"As crianças têm direito a serviços online seguros e adequados à sua idade, e precisam deles", acrescentou, ao considerar que a UE tem poder para exigir que as empresas de tecnologia ofereçam estes espaços seguros.
C.Albano--INP